
Sinonímia: Síndrome do dedo branco, síndrome do dedo branco vibratório, doença vasoespástica traumática, fenômeno de Raynaud ocupacional, doença do martelo pneumático, síndrome do martelo hipotenar, doença arterial oclusiva ocupacional.
É frequente nos operários que trabalham com máquinas vibratórias (por exemplo, martelos hidráulicos), também já foi observada em digitadores e em atletas de nível profissional. Tem predominância no sexo masculino e nos membros superiores, devido a um contato maior com esses tipos de instrumentos.
Tem grande importância em Medicina do Trabalho, pois os danos isquêmicos causados podem levar a incapacidade funcional do trabalhador.
As alterações são explicadas como consequência do traumatismo vibratório, que acarreta à hipertrofia da musculatura lisa de pequenos vasos e à hiperplasia da camada endotelial (“arteríola em bulbo de cebola”). A intensidade desta afecção depende do tempo de uso e da frequência da vibração do instrumento utilizadado.
Na fase inicial não há alteração anatopatológica e as manifestações surgem com a exposição ao frio devido à maior sensibilidade arterial à temperaturas baixas. Apresenta-se com palidez, frialdade, alteração da sensibilidade local e em alguns casos como fenômeno de Raynaud. O processo é transitório e cessa após algum tempo com retorno à normalidade.
Com a evolução de agravamento da síndrome, as manifestações se tornam permanentes e com comprometimento orgânico das artérias. Surge um quadro de palidez, crises de cianose, dormência e frialdade local, que duram por minutos ou horas e depois são substituídos por uma hiperemia local. Com a continuidade pode determinar a oclusão do vaso e ocasionar à necrose dos dedos.
O diagnóstico é definido pela clínica e com história típica da forma de trabalho ou da prática de esportes em nível profissional (como: handebol, volei, golfe). Feito precocemente, possibilita promover medidas preventivas a fim de impedir o agravamento do processo isquêmico. Exames complementares podem evidenciar os comprometimentos vasculares existentes, como: estreitamento, oclusões e/ou pequenos aneurismas.
Além da medida imediata de afastar o paciente das atividades profissionais causadoras, o tratamento com vasodilatadores e proteção ao frio sao úteis, principalmente nas fases iniciais.
Referências Blibliográficas:
-Mello N A. Doenças Microcirculatórias da Pele. Rio de Janeiro: Revinter, 2002.
268p
-Mello N A. Aula: Síndrome da Obliteração de Pequenos Vasos por Microtraumatismo de Repetição. Curso de Especialização em Angiologia da Esc. Med. Pós-graduação da PUC-Rio, 2010.
Autor: Dr. Hugo Neves – CRM 52.90211-0
Data da primeira publicação: 11/07/2011

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