
Também conhecida como berne, bicheira, entre outros nomes. A miíase é uma doença parasitária caracterizada pela infestação e desenvolvimento de larvas de moscas (geralmente a Dermatobia homini) em pele ou outros tecidos de animais.
Existem dois tipos: a miíase primária (berne), que ocorre quando a mosca invade um tecido sadio, deposita suas larvas e estas iniciam a infestação. E a miíase secundária, que ocorre quando os ovos das larvas são colocados diretamente em ulcerações (feridas) pré-existentes na pele ou mucosas e as larvas se desenvolvem utilizando os nutrientes da necrose tecidual.
A manifestação clínica se inicia com uma lesão avermelhada e um orifício central, por onde é eliminada secreção (exsudato) amarelada ou sanguinolenta.
Podem ser uma ou diversas lesões atingindo qualquer área da pele, inclusive o couro cabeludo. Sendo os sintomas mais comuns a dor em fisgada (“agulhada”) e coceira.
É uma doença de fácil diagnóstico clínico, pois além do odor característico, ao observar o orifício central, é possível identificar a movimentação da larva, principalmente nos momentos em que estas sobem à superfície para respirar.
Com a evolução do desenvolvimento e crescimento da larva, o orifício tende a aumentar de tamanho e profundidade, aumentando o risco de problemas secundários, como uma infecção bacteriana.
O tratamento consiste na limpeza adequada da ferida, com a retirada das larvas com pinças e podem ser utilizados medicamentos orais, como auxílio no tratamento. Além disso, deve ser feito curativos adequados diários e seguir as orientações médicas, visando à cicatrização total do local afetado.
Sendo importante ressaltar a necessidade do tratamento das feridas crônicas ser acompanhado por um médico especializado, afim de orientar sobre os hábitos de higiene local e como fazer os curativos diários. Com isso, promover uma cicatrização mais rápida e prevenir complicações locais, como a Miíase.
A principal medida para evitar maiores complicações é, ao surgir os primeiros sintomas, procurar um Angiologista para uma avaliação especializada e um tratamento adequado. Pois quanto mais rápido o diagnóstico, mais eficaz será o tratamento e menos chances de riscos para sua saúde vascular e geral.
Autor: Dr. Hugo Neves – CRM 52.90211-0
Data da primeira publicação: 10/02/2012

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