Formação da Pigmentação Parda

Sinonímia: Hiperpigmentação Parda, Dermatite Ocre.

A pigmentação parda ocorre em várias doenças que afetam os vasos capilares e é uma consequência do extravasamento intenso e/ou crônico de hemácias para o espaço intersticial.

A hemácia ao alcançar o espaço intersticial sofre uma distensão devido a entrada de água pela osmolaridade, que ocasiona a ruptura da sua membrana e a liberação da Hemoglobina.

A Hemoglobina livre no interstício sofre uma decomposição se dividindo em Globina, que é a parte protéica e é eliminada do local através das vias linfáticas, e o radical Heme, que contém ferro. O radical Heme inicialmente é eliminado pelo sistema fagocitário (macrófagos), porém, quando ocorre um extravasamento crônico e/ou muito intenso, o depósito de ferro ultrapassa a capacidade do processo de fagocitose e passa a sofre outro mecanismo chamado de fibrose reacional.

A Fibrose reacional é causada pelo envolvimento do ferro pelos fibroblastos, isolando-o do meio interno. Com isso, o ferro fica aderido à derme mas sem alterar a fisiologia local, constituindo uma verdadeira “tatuagem espontânea”.

Foto: 01) Pigmentação Parda na doença de Schamberg. 02) Pigmentação parda em paciente com Síndrome da Insuficiência Venosa Crônica.

Referências Blibliográficas:
-Mello, N. A. Doenças Microcirculatórias da Pele. Rio de Janeiro: Revinter, 2002. 268p
-Mello, N. A. Angiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. 322p
-Mello, N. A. Fisiopatologia dos sintomas e dos Sinais em Dermatologia. In: Ney
Almeida Melo. Fisiopatologia dos Sintomas e dos Sinais nas Doenças Vasculares.
Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2009. 233-240p

Autor: Dr. Hugo Neves – CRM 52.90211-0
Data da primeira publicação: 21/01/2012

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