
É uma patologia inflamatória da parede da veia superficial e dos tecidos adjacentes que possui grau variável, porém, normalmente tem evolução benigna e poucas complicações. Pois a obstrução causada pelo trombo, é compensado pela rede vascular colateral normalmente abundante.
Normalmente esta relacionada com três características básicas: a lesão do endotélio, hipercoagulabilidade e estase venosa (Tríade Virchow).
Ocorre principalmente em mulheres e em portadores de vasos varicosos em membros inferiores, com maior incidência em tabagistas.
Pode surgir sem nenhuma causa definida. Todavia, há uma grande ocorrência após injeções, devido a agreção química e/ou mecânica causado, ou após infusões endovenosas.
Estes casos são conhecidos como tromboflebites iatrogênicas, que normalmente se localizam num segmento venoso próximo ao local da injeção. E quando se localizam em veias varicosas, são também chamadas de varicotromboflebites.
Há também outros tipos como as Tromboflebites supurativas ou sépticas (mais comum em decorrência de cateter venoso prolongado e em imunodeprimidos, e tende a evoluir para celulites) e a tromboangiite obliterante (caracteriza-se por tromboflebite superficial migratória).
No quadro clínico, geralmente encontramos: sinais flogísticos (dor, vermelhidão, edema, calor) locais, endurecimento do trajeto venoso, entre outros. Esses sinais podem variar de acordo com o tipo da agressão causadora e com a sensibilidade do endotélio venoso. Com isso, o eritema (vermelhidão) pode surgir de tipo arroxeado, esses sintomas locais podem estender para todo o membro acometido. É uma doença de início agudo, mas de duração curta estendendo-se aproximadamente de 7 dias à 3 semanas.
Essa clínica somada com histórias do paciente (de injeções endovenosas, de varizes em membros inferiores) já é suficiente para fechar o diagnóstico. Porém algum exame complementar (dopplerrometria, ecocolordoppler, por exemplo) pode ser indicado para avaliar a presença de Trombose Venosa Profunda associada.
O tratamento depende da extensão, intensidade e da causa desencadeante da sintomatologia. Inicialmente procede o tratamento clínico: uso de meia elástica, deambulação livre (intercalada de repouso com membros inferiores elevados – posição de Trendelenburg), calor local (compressas úmidas), antiinflamatórios e analgésicos. Anticoagulantes são utilizados em casos mais intensos, com evoluções para Trombose Venosa Profunda ou Embolia Pulmonar. E em casos dor muito intensa e contínua, pode ser feito cirurgia de retirada do coágulo (Trombectomia) ou uma drenagem transcutânea.
Sendo importante ressaltar que a principal prevenção é, ao surgir os primeiros sintomas, procurar um Angiologista e/ou Cirurgião Vascular para uma avaliação especializada e um tratamento urgente adequado. Pois quanto mais rápido o diagnóstico, mais eficaz será o tratamento e menos chances de riscos para sua saúde vascular e geral.

Foto: 01) Demonstração da drenagem transcutânea. 02) Paciente apresentando tromboflebite superficial migratória (Tromboangiite Obliterante)
Autor: Dr. Hugo Neves – CRM 52.90211-0
Data da primeira publicação: 01/08/2025

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