Segundo Strandness e Sumner, a Claudicação Intermitente Arterial é “um dos sintomas mais específicos e bem definidos na Medicina” (1). No entanto, é necessário a realização de uma boa Anamnese e atenção para não ocorrer erros de interpretação e, consequentemente, acarretar um falso diagnóstico.
Na prática clínica, há a necessidade de diferenciar da Claudicação Intermitente de origem venosa. Por isso, destaco as principais características de cada afecção e um gráfico representativo.
Claudicação Intermitente Arterial:
Paciente relata que após caminhar certa distância, inicia uma dor em determinado grupo muscular, que vai se intensificando e o obriga a parar. Ao parar, a dor desaparece espontaneamente e recomeça após fazer o mesmo esforço físico. Por isso, “intermitente”.
Pode iniciar de forma mais branda como um “cansaço”, mas vai intensificando e tornando insuportável, alguns pacientes relatam como a sensação de “travar a perna”. Quanto maior a isquemia, mais curta a distância percorrida até o aparecimento da dor e maior será o tempo para a dor desaparecer após o repouso.
Claudicação Intermitente Venosa:
Presente nos casos de Insuficiência Venosa Crônica. O paciente refere dor quando está em pé, mesmo parado, e que aumenta com a deambulação. No entanto, não desaparece com a simples interrupção da marcha, sendo necessário elevar as pernas para aliviar o incômodo.
É uma dor do tipo “cansaço” e/ou “peso” na perna acometida e, apesar de poder gerar grande incômodo, não chega a alta intensidade como a claudicação de origem arterial.

Referências Blibliográficas:
-Maffei, Francisco H. de A., et al. Doenças Vasculares Periféricas. 5ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. Capítulo 20.
(1) Strandness D. Summer DS. Hemodinamics for surgeons. New York: Grune & Stratton: 1975.
Autor: Dr. Hugo Neves – CRM 52.90211-0
Data da primeira publicação: 09/08/2025

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